Avaliação dos fatores de riscos psicossociais

Dr. José Almeida de Queiroz escreve sobre o quanto a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores exigem a atenção do setor varejista diante das exigências legais previstas na nova NR-1.

POST - NR1

Na concepção de estudiosos sobre Fatores de Riscos Psicossociais no ambiente de trabalho, no mundo globalizado que vivemos, onde cerca de 1 bilhão de pessoas vivendo condições de transtornos e sofrimentos de saúde mental, tornou-se necessária a criação de uma aliança terapêutica de profissionais especializadas em doenças emocionais e mentais. As estatísticas destacam que o nível de ansiedade corresponde a 70%, enquanto a depressão representa 30% da população ativa. Considerando as consequências no campo social e econômico o custo desses fatores corresponde a U$ 1 trilhão de dólares, enquanto o investimento previsto no orçamento para saúde pública é de apenas 27% desse montante.

Outros números alarmantes, podemos destacar que os dias perdidos de produtividade corresponderam a 12 bilhões em 2024, enquanto as despesas previdenciárias com auxílio-doença por doença ocupacional e acidente do trabalho, atingiram a R$ 35 milhões de reais, sendo que 28,6% foi motivado por estresse grave, 25,1% por episódios depressivos e 27,4% por transtornos de ansiedade.

Com a vigência a partir de 25 de maio de 2026 das exigências previstas na nova NR-1, quanto aos fatores de riscos psicossociais, podemos sugerir entre outras ferramentas a aplicação de questionários para avaliar o clima e as relações de trabalho, a carga de trabalho e organização, o apoio, liderança e comunicação, os riscos emocionais e psicossociais e sugestões de melhorias. Outros fatores por dimensões devem ser pesquisados, como exigências quantitativas, emocionais, cognitivas, ritmo de trabalho, influência no trabalho, possibilidade de desenvolvimento, significado e compromisso com o local de trabalho, qualidade de liderança, confiança vertical, insegurança e satisfação laboral, entre outros.

Importante, ainda, observar a necessidade de adaptar a linguagem ao público entrevistado (operacional, técnico e liderança), bem como, reforçar o sigilo das informações coletadas, que são elementos fundamentais para o inventário e mapeamento dos objetivos desejados e que serão implementados pelos técnicos das empresas.

Por: Dr. José Almeida de Queiroz, Advogado e Consultor em Gestão Empresarial, sócio da Almeida & Advogados Associados. 

Rolar para cima
SiteLock